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Equilibrando os pratos: O esgotamento mental feminino e a invisibilidade do cuidado

Foto do escritor: Vanessa Santana
Vanessa Santana
5 de set. de 2025
2 min de leitura

Atualizado: 7 de set. de 2025

Ser mulher, mãe, filha, esposa, amiga, tia, madrinha, cuidadora, dona de casa, trabalhar fora, exige do feminino ocupar inúmeros papéis sociais enraizados em ideologias e padrões que geram sofrimentos e mal-estares emocionais. Nesse sentido, ao longo da história a mulher enfrenta uma invisibilidade na validação do adoecimento psíquico, sendo minimizado pela sociedade aspectos em que a “saúde mental também tem a ver com acesso à educação, habitação, alimentação, renda digna, emprego, transporte, cultura, entre outros” (Esgotadas, p.22, 2023).

Nessa perspectiva, os determinantes sociais desfavoráveis em que a mulher vive refletem realidades permeadas por tristezas, silêncios, vazios, irritabilidade, violências, abandonos e sobrecargas, em que “têm custado a saúde mental feminina e não têm sido encarados com a devida importância na compreensão do seu adoecimento e, sobretudo, no tratamento de tais males” (Lima e Medrado, p. 80, 2020).

Nesse cenário, a exaustão física e emocional contidas na pressão social em equilibrar as responsabilidades ocasiona problemas reais, tais como a ansiedade, o estresse, a depressão, baixa autoestima, insônia, dentre outros, “esse conceito de mulher forte, mulher guerreira, mulher multitarefa… são artifícios e dispositivos que (...) colocam aquela idéia de que seja sobrecarregada, mas seja uma sobrecarregada feliz” (Esgotadas, 2023). Desta forma, estudos demonstram que as mulheres dedicam o dobro de tempo nas tarefas de cuidado, sendo um peso infinitamente desproporcional em relação aos homens, que reflete em sofrimentos silenciados.

Contudo, diante de tantos fatores adversos vivenciados pelo feminino, há caminhos que podem construir pontes de atenção transformadoras das difíceis realidades existentes, com estratégias que possibilite estruturar redes de proteção, promoção e assistência as mulheres, bem como através de políticas públicas de saúde que garantam os direitos de forma abrangente e coletiva. Deste modo, é fundamental que a mulher possa voltar o olhar para si, compreendendo a importância do cuidado a sua saúde mental, ressignificando dores, em uma travessia diária para a valorização de suas potencias e no acolhimento de suas fragilidades. 

Faz sentido para você? Podemos seguir em uma travessia para o seu cuidado?

 

 
 
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